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peptídeo

Selank

Heptapeptídeo

Heptapeptídeo análogo sintético da tuftsina endógena. Desenvolvido na Rússia como ansiolítico não-benzodiazepínico — registrado no Ministério da Saúde russo, sem aprovação FDA/ANVISA.

  • Redução de ansiedade
  • Neuroproteção
  • Melhora cognitiva
  • Imunomodulação
aminoácidos
7
meia-vida
curta (minutos) — ação clínica via efeitos sustentados em sistemas de neurotransmissão
via
intranasal
ANVISA
sem aprovação

o que é

Heptapeptídeo análogo sintético da tuftsina endógena. Desenvolvido na Rússia como ansiolítico não-benzodiazepínico — registrado no Ministério da Saúde russo, sem aprovação FDA/ANVISA.

mecanismo de ação

Peptídeo de 7 aminoácidos (Thr-Lys-Pro-Arg-Pro-Gly-Pro), derivado estabilizado da tuftsina — tripeptídeo endógeno imunomodulador. **Ação ansiolítica atípica.** Modula expressão de receptores GABA-A na amígdala e regula tirosina hidroxilase — combinação que lembra tanto ansiolíticos quanto psicoestimulantes. Diferencial clínico vs benzodiazepínicos: sem sedação significativa, sem tolerância evidente em uso curto, sem sintomas de abstinência reportados. **Modulação monoaminérgica.** Ativa sistemas dopaminérgico e serotonérgico centrais, aumenta BDNF em hipocampo e córtex pré-frontal em modelos animais. **Limite importante da base de evidência.** Praticamente toda a literatura clínica publicada vem de instituições russas, em revistas russas, algumas não indexadas em bases ocidentais. O ensaio-referência (Medvedev 2008) comparou com medazepam em 62 pacientes — achados sugerem eficácia similar ao ansiolítico de comparação, mas ausência de replicação independente em contexto ocidental é um gap real.

evidência

ensaio clínico fase 3n = 62

Eficácia e possíveis mecanismos de ação do novo ansiolítico peptídico selank em transtorno de ansiedade generalizada e neurastenia

Zhurnal Nevrologii i Psikhiatrii (Korsakov) · Medvedev VE, Tereshchenko OV, Kost NV et al · 2008

Ensaio randomizado comparando selank (n=30) vs medazepam (n=32) em TAG e neurastenia. Efeito ansiolítico similar ao comparador benzodiazepínico, com adicional efeito antiastênico e psicoestimulante — e sem sedação.

estudo em animaisn = ratos

Selank protege contra prejuízo de memória induzido por etanol regulando BDNF no hipocampo e córtex pré-frontal em ratos

Bulletin of Experimental Biology and Medicine · Kolomin T, Shadrina M, Agapova T et al · 2019

Evidência mecanística de modulação positiva de BDNF em regiões ligadas a memória e ansiedade. Base bioquímica para efeitos comportamentais observados em ensaios humanos russos.

protocolos documentados

Ansiedade generalizada · uso intranasal

  • 300 mcg–900 mcg · intranasal · 300–900 mcg/dia divididos em 2–3 aplicações intranasais · 2 semanas

Ciclos curtos (7–14 dias) são a prática clínica russa mais reportada. Solução a 0,15% com aplicação por gotas ou spray nasal — dose total diária varia com protocolo (2–3 gotas em cada narina, 2–3×/dia).


Esquema derivado de bulário russo e ensaio Medvedev 2008. Doses individuais dependem de avaliação médica — esta é literatura, não recomendação.

Precauções

Contraindicação absoluta:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou excipientes.

Precauções (exigem avaliação):

  • Gravidez e amamentação — sem dados humanos de segurança.
  • Uso crônico (meses contínuos) — sem dados de segurança de longo prazo.
  • Uso simultâneo com outros ansiolíticos ou antidepressivos — ausência de estudos de interação; discutir com médico.
  • Crianças e adolescentes — base de evidência é em adultos.

Efeitos adversos comuns:

  • Irritação local da mucosa nasal (aplicação intranasal).
  • Cefaleia leve e transitória nas primeiras doses.
  • Eventos adversos graves não reportados em ensaios russos publicados, mas base de segurança é pequena (dezenas a poucas centenas de participantes ao longo das décadas).

PIA · como ela fala sobre Selank

Selank é um ansiolítico peptídico desenvolvido na Rússia — derivado da tuftsina, um imunomodulador que seu próprio corpo produz. A característica que atrai é: alivia ansiedade sem sedar, sem tolerância de benzos, sem sintomas de abstinência nos estudos publicados. O problema é que praticamente toda a evidência vem de pesquisa russa (Medvedev 2008, n=62, comparou com medazepam), sem ensaios independentes de grande porte no Ocidente. Isso não significa que não funcione — significa que há um gap de validação que vale reconhecer. Quer entender a lógica de uso intranasal ou as alternativas com base ocidental mais robusta?

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