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Neuroproteção

Dihexa

Hexapeptídeo sintético

Derivado sintético estabilizado dos aminoácidos terminais da angiotensina IV. Potente ativador da via HGF/c-Met em modelos animais — até 10 milhões de vezes mais potente que BDNF. ZERO ensaios clínicos em humanos foram conduzidos até o momento.

  • Ativação de Akt e sobrevivência neuronal
  • Melhora da plasticidade sináptica
  • Potencial anti-neurodegenerativo
  • Proteção contra apoptose neuronal
aminoácidos
2
meia-vida
mal caracterizada em humanos (dados animais sugerem biodisponibilidade oral)
via
oral
ANVISA
sem aprovação

o que é

Derivado sintético estabilizado dos aminoácidos terminais da angiotensina IV. Potente ativador da via HGF/c-Met em modelos animais — até 10 milhões de vezes mais potente que BDNF. ZERO ensaios clínicos em humanos foram conduzidos até o momento.

mecanismo de ação

Dihexa (N-hexanoic-Tyr-Ile-(6) aminohexanoic amide) é um dipeptídeo modificado derivado dos três aminoácidos C-terminais da angiotensina IV (Tyr-Ile-His-Pro-Phe). **Via HGF / c-Met.** Potencializa atividade de HGF (fator de crescimento de hepatócitos) através de ligação ao seu receptor c-Met, ativando sinalização envolvida em sinaptogênese, neurogênese e plasticidade sináptica. **Potência em modelos animais.** Harding e McCoy reportaram que dihexa oral em 2 mg/kg/dia reverteu déficits de memória induzidos por escopolamina em ratos; em ratos idosos com declínio cognitivo natural, animais tratados performaram como jovens em testes espaciais. Potência citada: ~7 ordens de grandeza (10 milhões de vezes) maior que BDNF em ensaios de synaptogênese. **Modelo APP/PS1 de Alzheimer.** Em camundongos transgênicos APP/PS1 (modelo de Alzheimer), dihexa restaurou desempenho em tarefas de memória via sinalização PI3K/AKT — base molecular propostA para efeito neuroprotetor. **AUSÊNCIA COMPLETA DE ENSAIOS HUMANOS.** Esta é a limitação central: todo o entusiasmo com dihexa em medicina nootrópica e envelhecimento cognitivo é extrapolação de ratos e camundongos. Não há ensaio clínico humano publicado. Farmacocinética, dose ótima, janela terapêutica e perfil de segurança em humanos são desconhecidos.

evidência

estudo em animaisn = camundongos APP/PS1

Dihexa resgata prejuízo cognitivo em modelo APP/PS1 de Alzheimer · via PI3K/AKT

PLOS ONE · Benoist CC, Kawas LH, Zhu M et al · 2014

Em modelo transgênico de Alzheimer, dihexa restaurou memória com ativação da via PI3K/AKT. Estende hipótese de ação terapêutica a modelos de neurodegeneração.

estudo em animaisn = ratos

Dihexa reverte déficit cognitivo induzido por escopolamina e melhora cognição em ratos idosos

Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics · McCoy AT, Benoist CC, Wright JW et al (Harding JW lab) · 2013

Administração oral de dihexa 2 mg/kg/dia reverteu déficit cognitivo induzido por escopolamina e melhorou desempenho em ratos idosos. Ratos velhos tratados performaram como jovens em tarefas espaciais. Base do entusiasmo em nootrópica.

protocolos documentados

Uso experimental · extrapolação de dados animais · Protocolo clínico agregado

  • Esquemas reportados em comunidades off-label: 8–45 mg/dia oral · sem base clínica humana

Extrapolação linear da dose efetiva em ratos (2 mg/kg/dia) ignora diferenças farmacocinéticas interespecíficas. A extrapolação farmacológica responsável humano/rato reduziria a dose significativamente — mas a dose humana real permanece desconhecida.


Esquema agregado a partir de relatos e fóruns, sem ensaio clínico de referência. A ausência de literatura robusta aumenta a importância do acompanhamento médico individual.

Precauções

Contraindicação absoluta:

  • Neoplasia ativa ou histórico recente — via HGF/c-Met é oncogênica quando hiperativa; c-Met está implicado em múltiplos cânceres.
  • Hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo.

Precauções (exigem avaliação):

  • AUSÊNCIA TOTAL de ensaios clínicos humanos — dose, segurança, janela terapêutica são desconhecidas.
  • Doença hepática ativa — HGF é produzido majoritariamente pelo fígado; modulação sistêmica em contexto hepático ativo é imprevisível.
  • Gravidez e amamentação — sem dados.
  • Qualidade da manipulação — peptídeo de pesquisa; pureza varia significativamente entre fornecedores.

Efeitos adversos comuns:

  • Perfil de efeitos adversos em humanos é DESCONHECIDO — ausência de ensaios publicados significa que qualquer evento raro não foi detectado.
  • Sinais relatados anedoticamente em uso off-label: cefaleia, insônia paradoxal, irritabilidade — sem caracterização sistemática.

PIA · como ela fala sobre Dihexa

Dihexa é o peptídeo com maior dissonância entre hype e evidência humana no catálogo. Em ratos, é impressionante: Harding e McCoy mostraram que reverte déficit cognitivo em escopolamina, que idosos performam como jovens, que ativa sinaptogênese 10 milhões de vezes mais potente que BDNF. O problema: NENHUM ensaio clínico humano foi publicado. Zero. Toda recomendação atual é extrapolação de roedores. Não significa que não funcione em humanos — significa que a gente realmente não sabe, nem sabe dose, nem sabe segurança de longo prazo. Se o objetivo é função cognitiva, as alternativas com alguma base humana (semax, selank, mesmo oxitocina intranasal) têm evidência fraca, mas pelo menos existe. Quer entender o que é razoável esperar dos peptídeos nootrópicos disponíveis?

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