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GHK-Cu

Glicil-L-histidil-L-lisina · cobre

Tripeptídeo endógeno (glicil-histidil-lisina) que forma complexo com cobre. Presente no plasma humano, declina com a idade — daí o interesse em uso tópico pra cicatrização e cosmética.

aminoácidos
3
meia-vida
~4 horas
via
tópica
ANVISA
sem aprovação

o que é

Tripeptídeo endógeno (glicil-histidil-lisina) que forma complexo com cobre. Presente no plasma humano, declina com a idade — daí o interesse em uso tópico pra cicatrização e cosmética.

mecanismo de ação

GHK-Cu é um tripeptídeo endógeno que forma complexo com cobre. Sua concentração plasmática cai significativamente com a idade: ~200 ng/mL aos 20 anos vs. ~80 ng/mL aos 60 anos. Essa queda é parte da razão pela qual o peptídeo é estudado em cicatrização e envelhecimento cutâneo. **Modulação da matriz extracelular.** Estimula síntese de colágeno e glicosaminoglicanos, e modula atividade de metaloproteinases da matriz. É o efeito mais estudado — base da ação em cicatrização e envelhecimento cutâneo. **Via do cobre.** O cobre é cofator essencial de enzimas envolvidas em angiogênese, cicatrização e síntese de tecido conjuntivo. GHK facilita transporte e disponibilidade do cobre no tecido. **Modulação gênica ampla.** Estudos de expressão gênica sugerem que GHK-Cu regula centenas de genes ligados a reparo tecidual, inflamação e resposta a dano oxidativo. A maior parte da evidência clínica em humanos é em cosmética cutânea, com uso tópico. Uso sistêmico (injetável) tem base predominantemente pré-clínica.

evidência

revisão sistemátican = revisão de literatura

Ações regenerativas e protetoras do peptídeo GHK-Cu à luz de dados genéticos recentes

International Journal of Molecular Sciences · Pickart L, Margolina A · 2018

Consolida evidência pré-clínica e clínica: GHK-Cu modula expressão de centenas de genes ligados a reparo tecidual, cicatrização, resposta a dano oxidativo e inflamação. Uso tópico em cosmética tem base humana estabelecida.

revisão sistemátican = revisão de literatura

GHK como peptídeo modulador de múltiplas vias na regeneração cutânea

Biomed Research International · Pickart L, Vasquez-Soltero J, Margolina A · 2015

Documenta modulação por GHK de colágeno, glicosaminoglicanos e metaloproteinases da matriz. Sintetiza evidência de décadas sobre cicatrização e regeneração cutânea.

estudo in vitron = tecidos humanos

Isolamento original do tripeptídeo GHK em albumina humana

Nature New Biology · Pickart L, Thaler MM · 1973

Identificação inicial: fração de albumina humana fazia tecido hepático idoso sintetizar proteínas como tecido jovem. Fator isolado era o tripeptídeo glicil-histidil-lisina com alta afinidade por cobre.

protocolos documentados

Tópico · envelhecimento cutâneo e cicatrização

  • 0,05–0,2% em creme · 1–2× ao dia na área desejada

Base de evidência mais robusta está aqui: cosmética tópica. Efeito gradual; melhora clínica aparente em semanas 8–12 de uso consistente.


Esquema baseado em formulações cosméticas comerciais. Concentrações acima de 0,2% podem aumentar risco de irritação sem ganho proporcional.

Subcutâneo · uso sistêmico (evidência preliminar) · Protocolo clínico agregado

  • 1–2 mg/semana · SC

Base humana é limitada. Usado em contextos off-label de cicatrização articular e envelhecimento; não há ensaio clínico controlado de referência.


Esquema agregado a partir de relatos e fóruns, sem ensaio clínico de referência. A ausência de literatura robusta aumenta a importância do acompanhamento médico individual.

Precauções

Contraindicação absoluta:

  • Hipersensibilidade conhecida a cobre ou a qualquer componente da formulação.
  • Doença de Wilson (acúmulo patológico de cobre) — evitar qualquer fonte adicional de cobre.

Precauções (exigem avaliação):

  • Gravidez e amamentação — sem dados de segurança com uso sistêmico; uso tópico em áreas pequenas é considerado de baixo risco mas discussão com médico é recomendada.
  • Câncer cutâneo ativo na área de aplicação tópica — efeito pró-angiogênico é teoricamente desfavorável.
  • Pele lesionada ou inflamada agudamente — aguardar cicatrização inicial antes de uso tópico contínuo.

Efeitos adversos comuns:

  • Reação local (vermelhidão, prurido transitório) em pele sensível com uso tópico.
  • Descoloração temporária (tom azul-esverdeado) de pele ou tecidos em aplicação de alta concentração — cosmético, não tóxico.

PIA · como ela fala sobre GHK-Cu

GHK-Cu é diferente dos outros peptídeos do catálogo porque ele existe no seu corpo agora — cerca de 200 ng/mL aos 20 anos, caindo pra 80 ng/mL aos 60. Essa queda é parte da razão pela qual ele é estudado em cicatrização e envelhecimento cutâneo. A versão terapêutica é a mesma molécula, só em dose maior do que o corpo produz sozinho. A maior parte da evidência humana é em uso tópico cosmético; uso injetável sistêmico tem base predominantemente pré-clínica.

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