o que é
Neuropeptídeo endógeno de 37 aminoácidos, potente vasodilatador e pró-inflamatório. Papel central em enxaqueca — por isso virou alvo terapêutico. Importante: CGRP é o ALVO, não o tratamento. Quatro anticorpos monoclonais anti-CGRP foram aprovados FDA a partir de 2018.
mecanismo de ação
CGRP é produzido por clivagem alternativa do gene da calcitonina. Distribuído amplamente em terminações nervosas trigeminais, gânglios da raiz dorsal, e sistema vascular. **Ação vasodilatadora.** Potente vasodilatador, especialmente em artérias meníngeas. A liberação trigeminal de CGRP durante crise de enxaqueca desencadeia a cascata vascular e inflamatória associada à dor. **Papel em inflamação neurogênica.** Facilita extravasamento plasmático e sensibilização periférica de nociceptores — base da hiperalgesia associada a migraine e condições dolorosas crônicas. **Por que CGRP é alvo, não terapia.** Em enxaqueca, o problema é CGRP liberado em excesso — a terapia consiste em BLOQUEAR sua ação, não em fornecer mais. Administrar CGRP exógeno a um paciente sem indicação seria esperadamente indutor de enxaqueca, não tratamento. **Terapias aprovadas anti-CGRP (para referência).** Anticorpos monoclonais: erenumab (Aimovig), fremanezumab (Ajovy), galcanezumab (Emgality) — aprovados FDA em 2018. Eptinezumab (Vyepti) aprovado 2020. Antagonistas de receptor de pequena molécula (gepants): rimegepant, ubrogepant, atogepant. **Contexto editorial.** CGRP figura em catálogos de peptídeos como "peptídeo de pesquisa", mas uso clínico ou wellness do peptídeo integral é contraindicado — induziria exatamente o sintoma que se busca evitar.
evidência
Avanços em anticorpos monoclonais anti-CGRP como terapia de enxaqueca
Journal of Personalized Medicine · Altamura C, Aurilia C, Brunelli N et al · 2022
Consolida base para os 4 anticorpos anti-CGRP aprovados entre 2018 e 2020. Erenumab liga receptor; fremanezumab, galcanezumab e eptinezumab ligam o peptídeo. Todos reduzem dias de cefaleia por mês em ensaios fase 3 em enxaqueca episódica e crônica.
História e revisão das terapias anti-CGRP · da pesquisa translacional ao tratamento
Nature Reviews Neurology · Edvinsson L, Haanes KA, Warfvinge K, Krause DN · 2018
Revisão-referência do campo. Documenta a trajetória de CGRP como descoberta biomédica (anos 80) até primeira droga aprovada em 2018. Base conceitual para entender por que BLOQUEAR CGRP é o mecanismo terapêutico.
Precauções
Contraindicação absoluta:
- Administração de CGRP em humanos fora de contexto de pesquisa clínica específica é contraindicada — induz sintomas do que se busca tratar.
Precauções (exigem avaliação):
- Uso clínico real é através de ANTAGONISTAS (anticorpos anti-CGRP, gepants) — se o tema é enxaqueca, a conversa é sobre essas terapias, não administração de CGRP.
Efeitos adversos comuns:
- Administração experimental de CGRP induz cefaleia migrânea em suscetíveis — é esse efeito que valida farmacologicamente o alvo.
PIA · como ela fala sobre CGRP (Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina)
“CGRP é um caso onde vale esclarecer o básico: CGRP é o alvo das terapias modernas pra enxaqueca, não a terapia em si. A liberação excessiva de CGRP nas terminações trigeminais é o que DESENCADEIA crise de enxaqueca. Os medicamentos aprovados (erenumab, fremanezumab, galcanezumab, eptinezumab) são ANTICORPOS que bloqueiam CGRP, e tem também a classe dos gepants (rimegepant, ubrogepant). Administrar CGRP em si seria contraproducente — induz dor de cabeça, não trata. Se o tema é enxaqueca, quer entender as opções modernas? Se o tema é peptídeos vasoativos em outro contexto, talvez VIP seja mais relevante.”